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Mina de Bauxita Paragominas
Desenvolvido para a Vale, o projeto Mina de Bauxita Paragominas consiste na implantação de uma planta de beneficiamento de minério de bauxita, localizada no município de Paragominas/PA.
A mina estará interligada ao sistema de desaguamento de bauxita da Alunorte, localizado em Barcarena, no mesmo Estado.
A capacidade inicial de produção foi de 4,5 Mtpa, expandida para 9,9 Mtpa (em fase de “start-up”) e para 14,85 Mtpa, atualmente, na fase de consolidação do projeto básico.
A planta de beneficiamento processa minério de bauxita proveniente das minas de Miltônia 3 (M3) e Miltônia 5 (M5), que é britado (Britagem primária e secundária) e transportado para um pátio de homogeneização (160.000 t), ou enviado diretamente para a planta, através de transportadores de correia.
O beneficiamento contempla as etapas de moagem (Semi-Autógena-SAG e Bolas), peneiramento, rebritagem, ciclonagem e espessamento. A polpa de concentrado de bauxita retirada do beneficiamento é transportada, através de um mineroduto de 24” de diâmetro com extensão da ordem de 245 km, para o sistema de desaguamento da Alunorte através de filtros hiperbáricos.
O suprimento de energia à planta é feito a partir da subestação Vila do Conde, através de uma LT de 230 KV, comprimento de 235 km A capacidade instalada da subestação principal da mina é de 2 transformadores de 40/50/60 MVA.
As edificações de apoio industrial abrigam todos os equipamentos e atividades que dão suporte às atividades da planta industrial. São edificações que seguem as características construtivas das edificações industriais, em estrutura metálica e tapamento em telha de alumínio. Dentre elas encontram-se as edificações da oficina de manutenção para os veículos fora de estrada, oficina de caldeiraria leve e almoxarifado.
As instalações de apoio administrativo abrigam as funções que complementam as atividades industriais, e priorizam o conforto dos usuários. Os escritórios, o centro de treinamento, a cozinha, o refeitório, o ambulatório, serviços gerais, entre outros, foram projetadas próximo à área do beneficiamento. Por se tratar de uma região muito quente, foram adotadas construções em alvenaria e cobertura em telha cerâmica que, juntamente com uma implantação adequada, buscam favorecer o conforto térmico. A SLM criou um conjunto agradável e harmônico ao propor o uso de telhas cerâmicas em uma área industrial.
Também na área de instalações temporárias, foi obtido um resultado agradável com a implantação dos alojamentos, em meio às árvores do pomar de uma antiga fazenda, respeitando a conformação natural do terreno e evitando o corte de árvores.
Na execução de terraplenagem da planta de beneficiamento, verificou-se 500.000 m3 de corte e 300.000 m3 de aterro. Foi construída uma estrada pavimentada de 36 km para acesso à planta.
No desenvolvimento do projeto de engenharia, foi utilizado o Autocad 3D para verificação e eliminação das interferências no projeto do prédio da moagem, que possui grandes equipamentos e grande quantidade de tubulações.
Para o sistema de automação industrial foi implantada uma configuração com unidades de processamento distribuídas pelos centros de carga e aquisição de dados através de painéis distribuídos pela planta industrial. A integração do sistema de automação industrial foi baseada em redes de comunicação industriais. A supervisão ficou concentrada em um centro de supervisão único, localizado na planta de beneficiamento, mas com abrangência também do mineroduto e da estação de recebimento de produtos, no final do mineroduto.
Para integração dos sistemas de automação industrial, dados corporativos, CFTV e telefonia, foi implantada uma rede ótica subterrânea, com integração completa de todas as unidades das áreas industrial e administrativa. A integração entre os sites do beneficiamento e estação de recebimento de produtos na Alunorte também foi feita por rede ótica, implementada na mesma rota do mineroduto.